TIPO um roteiro

É um roteiro que levará os participantes numa viagem que percorrerá os locais de referência para a actividade tipográfica da ilha, desde aqueles onde a tipografia tradicional ainda é correntemente utilizada até aos de cariz museológico onde o material tipográfico é preservado e apresentado ao público. O roteiro terminará com uma sessão de impressão colectiva na Tipografia Micaelense.

10 Outubro 2019

10h — 17h

vila franca, Lagoa e Ponta Delgada

T: A Crença, Esperança e Micaelense

11 Outubro 2019

10h — 16h

Capelas, Ribeira Grande

T: Museu-Oficina, Gráfica do Norte e Arquipélago

TIPOGRAFIAS

EGA — Empresa Gráfica
dos Açores

R. Manuel Augusto Amaral, 5
Ponta Delgada

Segunda a Sexta
08h30 — 12h30  13h30 — 17h30
T: 296 283 063

A EGA, apesar de nunca ter trabalhado com tipografia por ser uma gráfica recente, adquiriu e restaurou parte do espólio da tipografia da Fábrica de Tabaco Micaelense, tipografia essa que servia para imprimir os seus próprios rótulos e embalagens. Assim, a EGA tem em exposição material tipográfico de interesse que pode ser apreciado tanto por clientes, como por visitantes.
Oficina - Museu
das Capelas

Rua do Loural, 56
Capelas

Segunda a Sexta
08h00 — 12h00  13h00 — 17h00
T: 296 298 202

A Oficina Museu das Capelas nasceu em 1998 com a ideia de reunir artesãos de diversas áreas num espaço único de criação e venda. Actualmente, apesar de não ter concretizado o projecto de ate lier colectivo, a Oficina Museu é um espaço que procura recriar oficinas, lojas, etc., dos anos 40. Tendo reunido material de muitas tipografias desativadas, tem um rico e diversificado espólio tipográfico, entre máquinas, tipos, gravuras, im pressões, etc.

Tipografia Micaelense

R. do Castilho, 33 B
Ponta Delgada

Segunda a Sexta
09h30 — 17h00
T: 296 284 262

Talvez a oficina com o maior espólio em funcionamento da ilha de São Miguel, a Micaelense está aberta desde 1957. Os proprietários actuais, Dinis Botelho e Eduardo Furtado estão na casa desde 1996. Dinis Botelho, o mestre tipógrafo, começou em 1974, aos 14 anos, como aprendiz e, desde então, já trabalhou em muitas oficinas tipográficas da ilha. Eduardo Furtado encarrega-se da pré-impressão e dos acabamentos. A Micaelense ainda trabalha regularmente em tipografia. Imprimem desde 2014 a Agenda da Tipografia e, desde 2016, o calendário da Tipografia Micaelense. Recebem, ainda, residências de artistas, entre outros trabalhos com tipografia tradicional. Com centenas de famílias tipográficas, esta oficina tem 17 cavaletes, uma Heidelberg de pinças A4, uma minerva semi-automática A3, uma minerva de bancada A5 e um prelo de provas.
Tipografia A Crença

Rua Gonçalo Velho Cabral, 38
Vila Franca do Campo

Segunda a Sexta
08h00 — 12h00  13h00 — 17h00
T: 296 582 196

A Tipografia A Crença foi fundada em 1930 em Vila Franca do Campo pelos padres João Melo de Bu lhões e Manuel Ernesto Ferreira, com o principal intuito de imprimir o semanário paroquial com o mesmo nome. Desde 1915 que o jornal era impresso em Ponta Delgada, na tipografia Aní bal. Em 1986 José Vicente entra n’A Crença como aprendiz dos mestres António Rodrigues e Roberto Ferreira. José Vicente é o actual impressor d’A Crença e participou na transição da ti pografia para o offset, tendo chegado a operar uma Lynotype.
Tipografia Esperança

R. Estrada da Relvinha, 13
Lagoa

Segunda a Sexta
09h00 — 18h00
T: 296 912 290

A Tipografia Esperança tem duas Heidelberg de pinças, no formato A3 e A4, uma minerva de braço que parece de brincar por ser tão pequena e cinco cavaletes com 25 gavetas cheias de caracteres tipográficos. Delmiro Luz é o mestre tipógrafo, tendo entrado como aprendiz à mais de 30 anos. Ape sar de actualmente só imprimir em offset, as máquinas tipográficas ainda são usadas para corte e vinco. Em 1966, Altino Moniz Resendes adquire a oficina ao seu primeiro dono, José Leandro. A funcionar à época perto do Porto dos Carneiros, em 1972 a oficina muda-se definitivamente para o lugar onde está agora. Até 2001, a Esperança imprimia apenas em tipografia de caracteres móveis. Foi também neste ano que morre Altino Resendes e entra João Pacheco, o seu genro e actual proprietário.
Museu Municipal
da Ribeira Grande

Rua de São Vicente 
Ribeira Grande

Segunda a Sexta
09h00 — 17h00
T: 296 470 736

Contando com cerca de 27 bens inventariados, o Mu seu, apresenta uma mostra tipográfica que teve a sua incorporação em 2003, por meio de doação, proveniente do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CITEC), e ainda do Asilo Escola-Agrícola Bernardo Manuel Silveira Estrela, Matriz da Ribeira Grande, atualmente centro de acolhimento, conhecido como O CASA. Contamos com uma prensa a motor e uma manual, uma guilhotina, um agrafador, um furador, entre outras peças.
Museu de Tabaco da Maia

Estrada de S. Pedro
Maia

Segunda a Sexta
09h30 — 12h00  12h30 — 17h00
T: 296 442 90

A Fábrica de Tabaco da Maia, considerada uma das mais antigas da ilha, laborou na freguesia da Maia entre 1871 e 1988. A fábrica estava organizada por seções, englobava os espaços de cultivo, a secagem e prensagem das folhas de tabaco, zona de manufatura onde se produziam cigarros, cigarrilhas e rapé e a zona da tipografia onde se imprimiam as diferentes embalagens de tabaco. Pode mos encontrar no museu, entre outras máquinas, uma Heidelberg que veio da Alemanha para a fábrica em 1950 e uma colecção de gravuras de rótulos e embalagens dos maços de tabaco.
Gráfica do Norte

R. East Providence, 31 A
Ribeira Grande

Segunda a Sexta
08h30 — 17h30
T: 296 474 156

Em 1999 a Gráfica do Norte inicia actividade na rua do Rosário na matriz da cidade de Ribeira Gran de. Começou por funcionar apenas com tipogra fia de caracteres móveis, equipada com três miner vas e operada por dois mestres tipógrafos, Edmundo Lopes e Luis Rates. O último tinha sido aprendiz na tipografia da Papelaria Neves. Edmundo Lo pes, o proprietário, foi aprendiz na tipografia da Instituição «Lar para Jovens» com o mestre Eugénio. Começou com apenas 9 anos a limpar linhas. A Gráfica do Norte esteve cinco anos no Rosário e em 2004 muda-se para a rua onde actualmente se encontra. Tem cinco cavaletes, que somam cerca de 86 famílias tipográficas. Em 2005, Edmundo adquire uma máquina digital RISO HC 5500 e desde então trabalham sobretudo com máquinas digitais, embora ainda façam pequenos trabalhos em tipografia de caracteres móveis.